Filme ‘Somos tão Jovens’: Pré-estreia aconteceu nesta noite (24/04)

Depois de interpretar o cantor sertanejo Luciano em Dois Filhos de Francisco, o ator Thiago Mendonça volta às telas como outro importante personagem da música popular brasileira. Desta vez, porém, ele vive um ícone de outra vertente musical, que está na história do rock nacional. Em Somos Tão Jovens, que estreia em circuito nacional no dia 3 de maio, Mendonça dá vida, nas telas, à Renato Russo, líder do Legião Urbana, morto em 1996. Apesar de estilos de vida e de música tão diferentes, o ator diz ver semelhanças nas obras de ambos.

“São universos distintos, mas os dois são retratos do cotidiano. Retratos da cidade. Enquanto o Luciano canta música sertaneja, que pulsa com o coração sertanejo do Brasil, o Renato canta aquela Brasília, que é a capital do Brasil. Então todos tem muito a ver com a cidade, com as mensagens que passam, por serem de lá, por viverem aquilo”, afirmou, ao chegar à pré-estreia da obra, no Cine Odeon, no Centro do Rio, na noite desta quarta-feira (24).

Na pele de Renato Russo, Thiago Mendonça interpreta algumas das canções que o cantor escreveu ao longo da carreira, especialmente no início dela. O filme retrata a história do roqueiro de 1976 a 1982, quando Renato formou o “Aborto Elétrico” , banda precursora do Legião, e o conjunto que o colocou nas paradas de sucesso de todo o país. O ator disse que não tinha experiência com o canto, e teve que mergulhar durante quatro meses em estudos intensivos com ex-membros dessas bandas, para acertar um tom próximo ao de Renato Russo.

“Eu não cantava. Foram quatro meses de imersão com Carlos Trilha, Fernando Morelo, Fred Nascimento. E aí, eles que tinham convivido com a Legião, tocado nos shows, foram não só me ensinando os acordes, mas contando histórias que acabaram me alimentando para compor esse cara”, explicou.

Tanto para cantar quanto para atuar como Renato Russo, Mendonça frisou que o trabalho não foi simples, mas foi resultado de uma dedicação “prazerosa”. Para cantar no tom de Renato Russo, ele revelou ter se inspirado em dois outros cantores.

“É só lembrar do Elvis Presley e do Jerry Adriani, e quando você vê, já está cantando igual ao Renato. Me inspirei neles”, comentou.

O resultado agradou bastante a Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, ex-parceiros de Renato Russo no Legião Urbana. Bonfá, por exemplo, classificou a performance vocal de Mendonça como “fantástica”. “Se o Renato era nosso irmão mais velho, o Thiago virou nosso irmão mais novo”, observou.

Tanto Dado quanto Bonfá auxiliaram na reconstituição do ambiente da época, mas não participaram da trilha sonora do filme.

Elogios para o protagonista também não foram economizados pelo diretor da obra, Antônio Carlos da Fontoura. Segundo ele, cantar, inicialmente, não era uma condição obrigatória para o protagonista do filme, mas acabou se tornando uma condição necessária. Além de cantar, Thiago Mendonça também aprendeu a tocar violão e baixo.

“Ele não era cantor, e aprendeu tudo muito bem. Aliás, a indicação do Thiago veio da Fernanda, mulher do Dado Villa-Lobos”, lembrou.

O principal desafio dentro do filme, segundo o diretor, foi passar um tom verdadeiro naquilo que estava sendo filmado. Ele disse ter se emocionado quando a banda começou a interpretar, nas gravações, a canção Geração Coca-Cola.

“O maior desafio era reproduzir aquela época, aquela garotada inquieta de Brasília. Passar isso de uma forma convincente para o espectador”, comentou.

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